16/08/2019 | 23/08/2019 | 30/08/2019 | 13/09/2019

FAPCOM - Rua Major Maragliano, 191 - Vila Mariana, São Paulo (SP)

100 vagas ( Não há mais vagas disponíveis )

Gratuito

Credenciamento das 08:00 às 17:00

Coffe break das 16:00 às 16:15

Almoço das 12:00 às 13:00

(11) 5081-7420 | social.com@paulus.com.br

Inscrições de 29/07/2019 a 24/08/2019.
(enquanto houver disponibilidade de vagas).
Emitiremos certificados.

Público alvo: Educadores, orientadores sociais e técnicos que atuam nos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos.

DESCRIÇÃO DO EVENTO

Apresentação

Considerando as diretrizes especificadas na Resolução 109/09 do CNAS a qual refere-se à Aprovação e Tipificação dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos em âmbito nacional, e dada a prática destoante recorrente nos SCFV, percebe-se a necessidade de explicitar os fundamentos do modelo de percurso.
Desse modo, este curso tem por objetivo qualificar os percursos de promoção da convivência socioafetiva, utilizando a dança enquanto componente cultural agregador. Debruçando-se sobre as definições do que é arte e do que é dança, ressaltando aspectos que compõem a política de convivência. Objetiva-se também problematizar o estanque formato de oficina como método de abordagem dessa prática e o espetáculo como única forma de comunicação de resultados dos percursos.

Objetivo

Gerais: 
Qualificar os percursos de promoção da convivência socioafetiva por meio do componente cultural dança.
Específicos:
• Contribuir para a releitura da arte cênica no âmbito da política de assistência social, a partir da potencialização da convivência e do vínculo;
• Produzir coletivamente os componentes conviventes da dança como divertimento, autoconhecimento, arte e cerimônia;
• Problematizar o formato “oficina” como único método de abordagem de atividades de dança em equipamentos da assistência social, bem como o formato espetáculo, ressaltando o entendimento de percurso.
 

Metodologia

Serão oferecidas aulas expositivas estruturadas em torno de bibliografia que reúne publicações das áreas da dança, psicologia, psiquiatria e assistência social, com exibição de vídeos ao longo de três encontros, que irão durar 8 horas cada um. No último encontro, os alunos serão convidados a comunicarem, em movimento, um curto percurso a respeito de si.

Programação

Primeiro dia: Introdução ao tema do curso e aos assuntos que serão abordados: a interlocução entre dança e assistência social, o conceito de arte e de dança cênica. Apresentação das referências bibliográficas, sugestão de leituras para o segundo dia de curso.

Segundo dia: Desenvolvimento dos assuntos e conversa a respeito das leituras sugeridas.

  • Inclusão social e arte;
  • Origens: Primeiros registros de interlocução entre a esfera das artes, especificamente da dança, e a esfera da assistência social e da saúde mental; 1.2.Melhores práticas. Reflexões sobre o legado de Paulo Freire. Apresentação do método Kolb, que tem sido usado por artistas-educadores no Brasil e outros países, propor a discussão entorno do entendimento de “percurso”, de modo a problematizar o formato oficina como único meio de levar a dança aos usuários da assistência social, problematizar o “espetáculo”, como único meio de comunicar os resultados de um percurso de assistência social por meio da dança; 
  • Métodos e possibilidades;
  • Dança-arte não é só balé; A estética de dança que prevalece no discurso da história da dança – que trata, prioritariamente, da dança encenada, deixando de lado a dança ritual e festiva - é o balé. O balé surgiu no contexto da corte, do regime político monárquico centro-europeu. O modo como o conhecemos hoje, foi sistematizado na corte do rei Luís XIV, na França, século 17, mesmo contexto em que a etiqueta se estabeleceu enquanto parâmetro de bom comportamento em público. Iremos abordar o ballet, enquanto estética que prevaleceu no relato da história, para problematizar a compreensão do que é arte e de como podemos elaborar os contornos de suas peculiaridades, de como ela conversa com o contexto da assistência social mediante ajustes, de como, por meio da arte, podemos desestabilizar o olhar assistencialista da faculdade de julgar e que ferramentas essa arte dispõe para expressão, apropriação, empoderamento;
  • Dança de convivência e divertimento não é só Dança dos Famosos. Jogando com danças mais difundidas, iremos propor aproximação e maior intimidade com novos meios de se expressar: danças urbanas e outras abordagens, como o sistema Rudolf Laban, técnica Klauss Vianna, Eutonia, Body Mind Centering, Dançaterapia, Danceability, Contato-improvisação, Danças Brasileiras - cavalo marinho, samba e tambor de criola.

Bibliografia

FARO, Antonio José. Pequena história da dança. Campinas, SP, Jorge Zahar: 1986.
GUIRADO, Marlene. Instituição e relações afetivas: o vínculo com o abandono. 1a Ed. São Paulo: Summus Editorial, 1986.
MARQUES, Isabel. Ensino de dança hoje. São Paulo, Cortez Editora: 1999.
MONTEIRO, Marianna. Noverre: cartas sobre dança. São Paulo, EDUSP/FAPESP: 2006.
PICHON-RIERE, Enrique. Teoria do vínculo. São Paulo, Martins Fontes: 2007.
PRESTON-DUNLOP, Valerie. A Handbook for dance in education. Longman, 1989.

Referências da internet:
Convivência e fortalecimento de vínculos: definição dada pela Secretaria Especial do Desenvolvimento Social - Ministério da Cidadania. Disponível em:.
Perguntas e respostas a respeito do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Disponível em: .
Resolução n. 27, de 19 de setembro de 2011 - Caracteriza as ações de assessoramento e defesa e garantia de direitos no âmbito da Assistência Social. Disponível em: .

Bibliografia complementar:
ALEXANDER, Gerda. Eutonia: um caminho para a percepção corporal. São Paulo, Martins Fontes, 1991.
BARRETO, Adalberto. Projeto quatro varas. Disponível em: .
FUX, Maria. Dançaterapia. São Paulo, Summus: 1988.
MILLER, Jussara. Técnica Klauss Vianna: consciência em movimento. Revista do Lume, Campinas, SP: 2013.
NEVES, Neide. O movimento como processo gerador de comunicação: técnica Klauss Vianna. Tese (doutorado) PUC-SP, 2004.
Danceability: método de abordagem da dança para corpos com necessidades especiais. Disponível em: .
SILVA, David Wilson Palácio da. Macabeia e o sentido de ser: considerações filosóficas da quadratura em Martin Heidegger. Monografia. FAPCOM, São Paulo, 2019.

DIAS DE CURSO

16/08/2019

Início ás 08:00

Fim aś 17:00

100 Vagas

23/08/2019

Início ás 08:00

Fim aś 17:00

100 Vagas

30/08/2019

Início ás 08:00

Fim aś 17:00

100 Vagas

13/09/2019

Início ás 08:00

Fim aś 12:00

100 Vagas

PALESTRA DO EVENTO

O espetáculo da convivência na prática dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos - Modo Dança

08:00 ÀS 17:00

O curso tem por objetivo qualificar os percursos de promoção da convivência socioafetiva, utilizando a dança enquanto componente cultural agregador.


Luiza Rosa

Luiza Rosa é graduada em Comunicação Social, pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2004-2007). Cursou especialização em Dança, na Universidade Católica Dom Bosco (2008-2010), e possui mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) (2010-2018). Atuou como educadora em dança na OSCIP de teatro-educação “casa de ensaio” (2007-2008), co-fundou um núcleo de criações em dança contemporânea chamado Corpomancia (2008), integrou, como pesquisadora, o Centro de Estudos em Dança, coordenado pela crítica de dança do jornal O Estado de São Paulo, Helena Katz (2010-2015), foi redatora da Enciclopédia de Dança, do instituto Itaú Cultural (2011-2012) e do sítio de notícias de dança contemporânea, idanca.net (2011-2013), e escreveu sobre dança para a Folha de São Paulo (2012). Em 2018, defendeu tese de doutorado, junto ao Programa de Estudos em Comunicação e Semiótica, a respeito de uma das maiores companhias de dança do Brasil, Marcia Milhazes.

LOCAL

FAPCOM - Rua Major Maragliano, 191 - Vila Mariana, São Paulo (SP)


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