29/04/2021 | 06/05/2021 | 13/05/2021 | 20/05/2021 | 27/05/2021 | 03/06/2021 | 10/06/2021 | 17/06/2021

150 vagas ( Não há mais vagas disponíveis )

Gratuito

Credenciamento das 08:00 às 17:00

(11) 5081-7420 | [email protected]

Inscrições de 12/04/2021 a 30/04/2021.
(enquanto houver disponibilidade de vagas).
Emitiremos certificados.

Público alvo: Trabalhadores da Assistência Social, preferencialmente profissionais que atuem em Serviço de Acolhimento.

DESCRIÇÃO DO EVENTO

Apresentação

Por estar intimamente relacionado às perspectivas do cuidado e da proteção daqueles que se encontram numa situação peculiar e vital de desenvolvimento, o cotidiano do acolhimento institucional se apresenta como um permanente desafio. Somente a experiência de convívio nesse dia a dia, será capaz de permitir a obtenção de uma real percepção da sua dinâmica de movimentos antagônicos, e complementares, que se constituem como um verdadeiro “caos organizado”, estreitamente atado à natureza de tudo aquilo que é vivo.

Não obstante, permeiam tal cotidiano os recursos humanos tidos como legalmente necessários, dentro da estrutura considerada normativamente como ideal, a fim de garantir o pleno funcionamento dos elementos institucionais da unidade que executa o serviço. Estes, todavia, nem sempre contemplam efetivamente os imperativos de uma ambiência vivencial que pulsa incessantemente, em movimentos que jamais acontecem de forma linear e sim numa espiral que desenha diuturnamente na relação espaço-temporal uma trajetória de incertezas.

Os dias num abrigo parecem ter menos horas do que noutro lugar. Nenhuma relação espaço-tempo soa como suficiente para curar todas as dúvidas, para sarar todas as feridas, para responder todas as indagações, para encontrar todas as soluções, para trilhar todos os caminhos. O fim de um dia de trabalho nunca se traduz em plenitude. Haverá sempre um tanto a se fazer, alguma minúcia a se complementar. Tal sensação de inacabamento, ao mesmo tempo em que provoca angústia, revela uma realidade que permite aos profissionais imbuídos da causa da infância e adolescência reconhecerem que há sempre algo a ser realizado.

Para além do engajamento dos profissionais que atuam nesta complexa seara da Assistência Social, no entanto, faz-se essencialmente necessária a efetivação de uma Rede de Serviços que, ao operar com as perspectivas da incompletude institucional e da corresponsabilidade sejam capazes de contemplar as reais necessidades desse público.

Nesse sentido, por meio deste processo de formação, intenciona-se criar espaços de debate e reflexão que contribuam para a qualificação dos profissionais dedicados à seara da Assistência Social, fundamentalmente  aqueles e aquelas que atuam de forma direta no acolhimento institucional. Objetiva-se promover uma relação teórico-prática que inspire os participantes para a criação de estratégias inovadoras, capazes de proporcionar mais leveza ao cotidiano laboral e, sobretudo, a qualificação das ações empreendidas junto às crianças, adolescentes acolhidos e suas famílias.

Agregaremos ainda, uma discussão dedicada à importância da atuação do Conselho Tutelar, especificamente no que tange às situações que envolvem o acolhimento institucional. Como ponto de partida para esse particular debate, propomos a mediatização acerca do lugar desse imprescindível ator do Sistema de Garantia de Direitos que, apesar de ser legalmente constituído como “[...] órgão [...] encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente [...]”, por vezes, ainda carrega resquícios do “famigerado paradigma da situação o irregular”, culminando por estabelecer ações e intervenções que depõem radicalmente contra os princípios para os quais foi instituído. 

Objetivo

Geral:
Criar espaços de debate e reflexão que contribuam para a qualificação dos profissionais dedicados à seara da Assistência Social, fundamentalmente  aqueles e aquelas que atuam de forma direta no acolhimento institucional.

 

Específicos:

  • Promover uma relação teórico-prática que inspire os participantes para a criação de estratégias inovadoras, capazes de proporcionar mais leveza ao cotidiano laboral e, sobretudo, a qualificação das ações empreendidas junto às crianças, adolescentes acolhidos e suas famílias
  • Promover uma discussão dedicada à importância da atuação do Conselho Tutelar, especificamente no que tange às situações que envolvem o acolhimento institucional, tendo como ponto de partida, uma reflexão mediatizada acerca do papel desse imprescindível ator do Sistema de Garantia de Direitos

Metodologia

Exposição dialogada, discussões em subgrupos, plenárias e audiovisuais.

Programação

  • Alinhamento conceitual e legislação;
  • Modalidades de acolhimento institucional, alternativas e especificidades;
  • Relatórios, Plano Individual de Atendimento e trabalho em equipe;
  • O cotidiano do Serviço de acolhimento;
  • Atuação dos diversos profissionais no serviço, limites e possibilidades;
  • Conselho Tutelar e Serviço de Acolhimento Institucional: a busca de uma nova Via.

Bibliografia

BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.

BUBER, Martin. Eu e Tu. 10. ed São Paulo: Centauro, 2001

BRASIL. Concepção de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social, 2012.

______. Conselho Nacional de Assistência Social. Resolução Nº 145, de 15 de outubro de 2004 (dou 28/10/2004) - PNAS Política Nacional de Assistência Social.

______, Guia prático do conselheiro tutelar. Ministério Público do estado de Goiás. Escola Superior do Ministério Público. Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação, 2016. Disponível em: . Acesso em 06/03/2019.

______. Lei 8060/90. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências.

_____-Lei 12594/12. Institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), regulamenta a execução das medidas socioeducativas destinadas a adolescente que pratique ato infracional; e altera as Leis nos 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); 7.560, de 19 de dezembro de 1986, 7.998, de 11 de janeiro de 1990, 5.537, de 21 de novembro de 1968, 8.315, de 23 de dezembro de 1991, 8.706, de 14 de setembro de 1993, os Decretos-Leis nos 4.048, de 22 de janeiro de 1942, 8.621, de 10 de janeiro de 1946, e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943.

______. Resolução n.º 119, DE 11 de dezembro de 2006. Dispõe sobre o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo e dá outras providências.

COSTA, Antonio Carlos Gomes da. Educação Artística, Trabalho e Vida. In: _______. A presença da Pedagogia: Teoria e prática da ação socioeducativa. 2. ed. São Paulo. Global Editora e Distribuidora Ltda. 2001.

______. Orientações Técnicas para o Serviço de Acolhimento para Crianças e Adolescentes. Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social, 2009.

COSTA, Antônio Carlos Gomes da. Por uma pedagogia da presença. São Paulo: Global, 1999.

ELIAS, Norbert. Os estabelecidos e os outsiders: sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.

______. O processo civilizador: Volume 1 – Uma história dos costumes. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à Prática Educativa. 30. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 2ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1985.

KAPLAN, Allan. Artistas do Invisível: O processo social e o profissional de desenvolvimento, 2005. Peirópolis, 2005. 264 p.

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 8a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

______, É hora de mudarmos de via [recurso eletrônico]: as lições do coronavírus. 1ed. Rio de Janeir: Bertrand Brasil, 2020

______, Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000.

LIPTON. Bruce H. Biologia da Crença: a libertação do poder da consciência, da matéria e dos milagres. São Paulo: Butterfly, 2007.

Resolução 109 do CNAS – 2009 – Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais.

ROGERS, C. Tornar-se pessoa. 5. Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1990.

DIAS DE CURSO

  • 29/04/2021

    Início às 09:00

    Fim às 12:00

    150 Vagas

  • 06/05/2021

    Início às 09:00

    Fim às 12:00

    150 Vagas

  • 13/05/2021

    Início às 09:00

    Fim às 12:00

    150 Vagas

  • 20/05/2021

    Início às 09:00

    Fim às 12:00

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  • 27/05/2021

    Início às 09:00

    Fim às 12:00

    150 Vagas

  • 03/06/2021

    Início às 09:00

    Fim às 12:00

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  • 10/06/2021

    Início às 09:00

    Fim às 12:00

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  • 17/06/2021

    Início às 09:00

    Fim às 12:00

    150 Vagas

PALESTRA DO EVENTO

Acolhimento Institucional

09:00 ÀS 12:00

Por meio do processo de formação do curso "Acolhimento Institucional", intenciona-se criar espaços de debate e reflexão que contribuam para a qualificação dos profissionais dedicados à seara da Assistência Social, fundamentalmente  aqueles e aquelas que atuam de forma direta no acolhimento institucional. Objetiva-se promover uma relação teórico-prática que inspire os participantes para a criação de estratégias inovadoras, capazes de proporcionar mais leveza ao cotidiano laboral e, sobretudo, a qualificação das ações empreendidas junto às crianças, adolescentes acolhidos e suas famílias.


Agnaldo Aparecido Geremias

Agnaldo Aparecido Geremias é doutorando em educação pela Universidade Mackenzie, na linha de pesquisa em Formação do Educador para a Interdisciplinaridade, mestre em Educação pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE) na linha de pesquisa Educação, Filosofia e Formação Humana, pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas Integradas para Infância e Adolescência pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) - São Bernardo do Campo e graduado em Pedagogia pela Universidade Luterana do Brasil. Possui também formação artística em Ballet Clássico, Jazz e Sapateado Americano. Foi componente da equipe técnica de formadores do Núcleo de Fortalecimento Institucional da Fundação Criança de São Bernardo do Campo, instituição à qual está vinculado desde o ano de 2004 e já atuou em programas e serviços de proteção básica e especial de média e alta complexidade. Entre os anos de 2009 e 2019 compôs a equipe técnica multidisciplinar do CASE - Centro de Atendimento Socioeducativo da Fundação Criança de São Bernardo do Campo. Compõe o grupo de formadores do Programa de Assessoramento da Paulus desde de 2016. Atualmente, exerce o cargo de Coordenador do Acolhimento institucional de crianças e adolescentes da Fundação Criança de São Bernardo do Campo. Tem experiência nas áreas de Educação, Assistência Social, Arte-educação, Pedagogia Social e Educação Social, com ênfase em gestão, processos de formação de educadores e orientadores sociais, execução de medidas socioeducativas em meio aberto, acolhimento institucional e desenvolvimento social.

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